sexta-feira, 22 de abril de 2011

As divagações de Ninguem (perda de tempo)

Olá, prazer, Me chamo Ninguém. E cale a boca e me deixe falar antes que você venha a me dizer qualquer coisa (E fique a vontade, diga, diga em tom ofendido: "ninguém me manda calar a boca").
 Pode se dizer que estou bastante insatisfeito com algumas contradições com respeito a minha pessoa. Ao mesmo em tempo que estou satisfeito que essas contradições façam sentido...
Fica quieto e escuta! (isso mesmo: “ninguém manda você ficar quieto”). Estou cansado de ouvir coisas do tipo: “Ninguém perde pra mim”, “Ninguém pode fazer de tudo”, “Ninguém é tão ruim assim...”.
Falando sério, vocês acham que é fácil ser perfeito? Saber tudo e de tudo? Fala sério... Sem falar das crises de personalidade. Como se eu já não soubesse que “Ninguém é igual a Ninguém”... Mas me expliquem isso: “Ninguém é melhor que Ninguém e Ninguém e pior que Ninguém”... COMO ASSIM?! Como posso eu ser ao mesmo tempo melhor e pior que eu mesmo? Por acaso eu tenho cara de que sou mais de uma pessoa ao mesmo tempo?...
 Claro que sim, “Ninguém consegue ser duas pessoas ao mesmo tempo”. “Ninguém consegue existir em mais de um lugar ao mesmo tempo”.
E sim, sei exatamente o que você está pensando (“Como assim, ninguém consegue ler minha mente?”). Não, eu não sei qual é o sentido da vida, Alguém sabe, eu não. Eu sei de coisas que “Ninguém sabe”, mas tenho uma forte tendência a esquecê-las, já que Alguém um dia as descobre e espalha tanto esse conhecimento que Qualquer um acaba por dominá-lo.
Mas não estamos aqui pra falar de Alguém ou Qualquer um. Estou aqui para falar de mim. E se você ainda está lendo isso já deveria ter percebido algo importante, que pode ser traduzido a partir dessas três frases:
“Só um trouxa leria algo escrito por um Ninguém”.
“Ninguém é tão trouxa assim...”.
“Ninguém é capaz de ler e entender algo que Ninguém escreveu”.

Surpresa! Você é um ninguém também! Por consequência:

Eu sou você... Buhuhihuhahahahahahaha....

O principio da ação banalizada

Éééééé... Bem... Nunca mais postei nada desde sempre (né), simplesmente porque eu nunca tenho nada para postar que valha a pena o tempo gasto para escrever e o tempo que se gasta para ler. Trocando em miúdos: Se você está lendo isso ou se sequer se deu ao trabalho de adentrar este meu domínio é porque está com muita falta do que fazer...
            ... De qualquer forma, como eu estou com bastante tempo pra perder vou compensar pelo tempo que nunca mais postei qualquer coisa. Então vamos lá.
            Você já parou para pensar por que uma notícia ruim é, em 99.9999... % dos casos, muito mais apreciada do que uma notícia boa? Como uma boa ação passa despercebida enquanto uma um deslize é sempre notado e propagado aos quatro cantos do mundo só para garantir que o culpado nunca se esqueça do que fez até alguém fazer outra estupidez maior? Pois é, nem eu.
            Mas eu tenho uma teoria (totalmente errada, talvez, mas faz sentido [para mim XD]). O problema está em que nada de bom é algo extremado ou tem potencial suficiente para se destacar de tal forma que fuja totalmente da rotina. Melhor me expressando: O nosso código informal de ética diz que o natural...
                        (...é ser feliz...)
            ...É agir de maneira correta (ou minimamente neutra) (Isso mesmo: boas ações já passaram do nível banal. Elas já são consideradas naturais). Logo: Quando se faz uma gentileza, o inconsciente coletivo da sociedade diz, numa voz fria e paterna: “você não fez nada além do que era esperado”. E a retribuição (quando positiva) é encarada exatamente da mesma forma.
            Por conseguinte qualquer ação que fuja às normas da ética é encarada como algo novo, que foge do cotidiano e da monotonia. Pior ainda, essas ações têm a capacidade de serem exageradas, de se tornarem perversamente atrativas... E são capazes de mexer com o emocional humano da maneira que o ser humano gosta (que o assuste e o faça perceber o quão boa é sua situação em relação ao que aconteceu... Por isso que histórias de terror fazem sucesso [buhuhihuhahahahaha...]). Logo o mal é melhor visto por que o bem já está banalizado (tão banalizado que percebemos que a pobreza e a violência estão se banalizando, enquanto se quer percebemos que o bem é feito).
            Disso eu concluo: Não é que não exista o bem no mundo, ou que o mundo esteja tendendo ao caos, é só que não somos capazes de perceber o bem tão bem quanto percebemos as coisas que vão de encontro às boas ações.
            (pode parar de ler agora... Pois daqí pra frente vou só desconstruir o que já foi dito)

            No final das contas isso pouco me interessa. Bem e Mal, Bom e Mau (etc. etc. etc...) não passam de convenções humanas que buscam meios de nos reprimir e impedir de agir de uma maneira ou outra que possa prejudicar outro. Um código que foi moldado e é legislado pelo todo poderoso Superego coletivo (este responsável por criar os moldes do superego individual, responsável pela culpa e pelo molde do comportamento perfeito).
            Somos todos pobres egos em busca do equilíbrio entre o id e o Superego. Literalmente tentando atender a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo (para usar uma boa comparação nem tão boa assim). Somos índios vendo os dois lobos brigarem pela supremacia (e no final é o ego quem decide a quem ele quer dar ouvidos). Mas estou divagando.
            No final, só existe uma verdade absoluta. E todo o resto é eventual.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Como o Ar

Vendo-me parado, você não me sente
E na verdade você acha que não me sente
No entanto a verdade é você me sente ausente
Tanto é que quando me movimento em minha corrente
O que se sabe é que alí eu estava e de lá eu fui embora

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sobre sonhos

   Algo que venho notando hoje em dia, mas que já está presente por aí há um bom tempo: Existem poucos sonhadores convictos no mundo!(OMG!!).
   Se você chegar numa criança e perguntá-la: "Qual o seu sonho?" o que acha que ela vai responder? E se fizermos essa mesma pergunta para um adulto? conseguem visualizar a diferença? não? ok, uma criança diria algo como "Eu quero ser um astronauta", "Eu quero ser médico", "eu quero ser uma artista famoso" e provavelmente ficaria mudando as profissões a cada período da sua vida a medida que é apresentada a novas verdades e conhecimentos. Um adulto diria, provavelmente uma das duas: "Meu sonho era ser...." ou "Sonho?! isso é tolice, quem precisa de sonhos?".
  Conseguem ver o quão triste é ambos os casos? Tanto numa criança quanto num adulto padrão de nossa sociedade raramente se encontra alguém com alguma convicção no que acredita, o que é muito triste.Já que um sonho é a maior motivação que uma pessoa pode ter.
  Um sonho, digo um VERDADEIRO sonho (não esses rabiscos e protótipos defeituosos que se encontra com tanta freqüência por aí), tem um poder quase equivalente ao da fé: ele é capaz de guiar as pessoas pelos vales mais escuros e pelas decisões mais difíceis, tudo isso para que ele seja realizado. Isso acontece porque as pessoas que sonham com convicção têm fé em seus sonhos, acreditam que possuem o poder de realizá-lo pelos seus próprios esforços e isso é o que as torna atraentes.
  E não importa o quão esdrúxulo, impossível ou inverossímil ele possa parecer (tá chega um ponto em que isso tem importância, sim, mas ainda assim...), o importante é ter fé nele, seguir caminhos e fazer as escolhas que lhe coloquem no caminho certo para a realização do seu sonho. Claro que haverão obstáculos, óbvio que nem todas as escolhas são triviais, é quase uma perda completa e total de tempo dizer que existirão tentações e eventos que tentarão fazer com que você desista dele. Mas não fosse os empecilhos a realização não seria tão grandiosa.
  Agora o que estraga essa centelha grandiosa que temos dentro de nós? O que faz com que paremos de prestar atenção em nossos sonhos? A sociedade? os parentes? A mídia? todas as alternativas anteriores?. Na verdade a resposta é um pouco mais simples e mais abrangente.
  Lembra de quando eu disse "Se você chegar numa criança e perguntá-la: "Qual o seu sonho?""? Bem, retomemos esse exemplo. A criança provavelmente diria o que quer ser e em seguida vem a pergunta que estraga tudo, a destruidora definitiva dos sonhos, a prova final pela qual sua convicção infantil deve passar para amadurecer. E a pergunta é: "você está certo disso?"
  É sério, esse pequeno questionamento consegue abalar toda a frágil estrutura do sonho infantil , faz com que o questionado se questione e duvide de si mesmo e provavelmente termine como mais um convencido a aceitar o que a sociedade quer que ele aceite. Por outro lado é o teste supremo, se a pessoa consegue sobreviver a essa pergunta, que é feita umas mil vezes durante toda a vida dessa pessoa, ela consegue dar o primeiro grande e importantíssimo passo no caminho de se tornar um sonhador convicto.
  Bem, chega... cansei, num aguento mais. Porém para finalizar, só tenho mais três coisinhas a dizer:
O sonho é uma das coisas mais preciosas de se ter (o meu sonho? Isso é segredo, eu nunca direi que meu sonho é participar do desenvolvimento de um game que seja condecorado como o melhor game do ano... oops XD). Porém o sonho não é tudo que há para se ter na vida, pensem nisso: "Se só olhamos para frente (ou cima, você decide) perdemos noção do que está a nossa volta e deixamos oportunidades e acontecimentos preciosas nos escaparem".
  E só digo mais uma coisa: Eu num digo é nada! E ainda digo mais: eu só digo isso...
  Até a próxima.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O Senhor do mundo de papel carbono

Seja sombra sombria, minha sobrinha
O Nada, Negro, nota da minha noite
Uma cria, criatura criada, minha criada

Ontem tive uma revelação brilhante!

Recostado, encostado, encantado
Eu em meu negro e torto trono de tomos
Internamente, certamente, eu já sabia, mas descobrí:

Deste mundo sombrio,sinistro e terrivel
Os riscos, traços e empurrões não aparecem

Como tudo é negro, meu reino nunca se altera
A Realistica Realeza realista, sobre tudo impera
Surgem e somem riscos e traços de revoluções
Tudo some tão rápido no negrume do meu reino
E nunca mais se ouve de tais realizações
Logo que tais feitos para algum lugar devem ir
Onde eu talvez nunca encoste meus pés

Devo adimitir que tal hipótese me incomoda
Este tal lugar... ninguem jamais deve encontrar a porta

Contudo meu reino continua supremo
As massas nada sabem
Recebem, concebem, mas não percebem
Todo negativo possui seu positivo
As portas de um branco mundo se abrem, onde tudo está
Somente totalmente manchado por tantas das minhas revoluções

sábado, 30 de outubro de 2010

ideologia de mitologia

Quem diria que neste mundo tão desacreditado
Um já foi nosso Deus todo poderoso
E muitos já vieram antes deste Um santificado
Rumando um mundo- um colosso
O que agora só resta o osso

Uma época primorosa de eras que se passaram
Marés antigas povoadas de Sombra
Antigos poderosos e supremos dentro de seus elementos

Mitos foram e são contados, ainda que desacreditados
Índios poderosos por estas terras já andaram
Tupã já teve dias melhores, mas olhe bem
Ontem viviam índios, mas hoje existem... quem?
Legados antigos, perdidos para o materialismo
Onde só produtos de loja têm vez
Girando o dinheiro, o mundo gira.
Índio que se adapta consome o mesmo que nós
Ainda que Tupã tenha ido embora

Foram-se dias, semanas, meses, anos
Ostentando um estudo no que acreditar
Desse estudo decidi que o que eu queria era
Algo em que acreditar (mas leia-se algo em que eu pudesse culpar)

Por mim eu tornava a tecnologia uma divindade
A seleção natural talvez fosse uma espécie de espírito
Realmente o Sistema parece ser um ser acreditável
Agora falta criar os mitos, as lendas, as fábulas fabulosas

Pelo que me consta Deus é único
Os seres inferiores sejam eles quem quer que sejam
Deixam-nos imagens de que são seres que nos são superiores
E podem ser patronos de certos elementos
Realmente pode dar certo...

Neste momento um mundo fantasioso desejo
Este mundo eu almejo
Logo gostaria de nele acreditar
Ainda que , pelo que posso ver, sozinho nada posso fazer

Agora, seria legal que as pessoas acreditassem
Crer, ter fé, viver...
Reconheço que não é nada  real
E que vez por outra a fé cega
Disso digo eu:
"Índios viviam, corriam, caçavam e acreditavam
Tinham deuses, deusas, uma fé indestrutível
Algo, uma centelha imponente uma divindade inabalável
Ruíram porque contra Deus eram impotentes"

Poder da palavra

Uma frase foi o que bastou pro Divino começar tudo. Basta uma frase de apoio para melhorar o dia de alguém. Assim como basta uma palavra mal dita para acabar com o dia desse mesmo alguém.
De qualquer maneira as palavras têm um grande poder,  e depois de ditas não podem ser retiradas ou substituídas. E são as palavras a maior forma de expressão do pensamento de uma pessoa para outra. E serás julgado pelo que sai do teu coração para o coração dos outros, sejam diamantes ou facas.
Por vezes é bom ponderar sobre esse aspecto da interação social. Parece que o mundo tem gente demais, informação demais e todos querem nos falar alguma coisa, ao mesmo tempo em que ninguém quer ouvir o que temos para dizer. E, ainda assim, sempre haverá alguém para nos julgar: Se falamos demais, sempre repetindo a mesma idéia, nos tornamos enfadonhos ou, pior ainda, tendemos a nos contradizer e somos taxados como seres tagarelas, muitas palavras com pouco conteúdo. Por outro lado, se pouco falamos não nos expressamos ao ouvinte claramente e nossas ponderações e pensamentos ficam reclusos ao mundo do imaginário, somos taxados de reclusos, seres não comunicativos ou seres anti-sociais.
Porém não é minha intenção ficar dizendo quem está certo ou quem está errado. Cada um que cuide de policiar a própria boca, e se responsabilize pelos seus próprios atos. O importante é atentar para que uma onda provocada por palavras que foram usadas sem nenhum cuidado não se propague. Que nenhuma palavra seja usada para ferir ou machucar o emocional de outra pessoa (processo por danos morais existe pra isso XD), e que o uso das boas palavras inerentes aos bons costumes sejam incentivados (tais quais: por favor, obrigado, com sua licença, perdão, desculpe-me... dentre muitas outras).
Tais atos parecem desgastados e idiotas perante a maioria das pessoas, a bondade está desacreditada, e todos os atos são pervertidos pelas mentes daqueles que compõem nossa sociedade, porque foram condicionados a tal.
Se duvidam tentem dizer, sem ficarem envergonhados ou encabulados, a seguinte frase para outro ser humano do mesmo sexo que você (não importa a proximidade): "eu te amo".